Governador Valadares/MG. Vive e trabalha no Rio de Janeiro/RJ, Brasil.

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Santa Úrsula/RJ, especialização em História da Arte e Arquitetura no Brasil pela PUC-Rio e Pós-Graduada em Fotografia e Imagem pela IUPERJ. Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense. Desde 2011 estuda teoria da fotografia e vem desenvolvendo trabalhos artísticos no campo da linguagem fotográfica, explorando o entrelaçamento de tempos e a relação imagem com a palavra.

 

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PRÊMIOS

2017. 16º Salão Nacional de Arte de Jataí.

2014. XV SAMAP (prêmio de seleção)

2013. 19º Salão Unama de Pequenos Formatos

 

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2013. Passagens: vidro, o corpo . Museu de Arte de Goiânia - Goiânia/GO.

 

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

2017. 16º Salão Nacional de Arte de Jataí/GO.

 

2016. Affordable Art Fair . Bruxelas/Bélgica.

2016. Ressonâncias . Galeria Monique Paton, Rio de Janeiro/RJ.

 

2015. Panorama Mix . Centro Cultural Juan Prado, Madri/Espanha.

2015. Mostra Desescritos . Centro Cultural Pascoal Carlos Magno, Niterói/RJ.

 

2014. 15º Salão Municipal de Artes de João Pessoa . Casarão 34, João Pessoa/PB.

2014. 42º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto . Salão de Esposição do Paço Municipal, Santo André/SP.

2014. Espaço Provisório . Sesc Ramos, Rio de Janeiro/RJ.

 

2013. 19º Salão Unama de Pequenos Formatos . Galeria de Arte Graça Landeira, Belém/PA.

2013. Projecto Multiplo . Centro Cultural São Paulo, São Paulo/SP.

2013. XIII Salão Nacional de Artes de Itajaí . Galeria Dide Brandão, Itajaí/SC.

2013. Strangers in Paradise . Centro Cultural de Hispanohablantes, Amsterdã/Holanda. 

2013. Fotomobilização Catavento . Bienal Internacional de Curitiba, Curitiba/PR. 

2013. Coletiva EAV 2013 . Parque Lage, Rio de Janeiro/RJ.

2013. FotoRio 2013: Híbridos . Pequena Galeria, Rio de Janeiro/RJ.

2013. Novíssimos 2013 . Galeria de Arte Ibeu, Rio de Janeiro/RJ.

2013. Onde Estou? . Galpão da galeria TAC . Toulouse Arte Contemporânea, Rio de Janeiro/RJ.

2013. Poéticas Urbanas . Espaço Vórtice, Rio de Janeiro/RJ.

 

2012. 19º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande . Palácio das Artes, Praia Grande/SP.

2012. ECOFOTO . Galeria Vitrine da ECO, Rio de Janeiro/RJ.

2012. Concurso Anual de Arte Conteporânea . Galeria Belvedere, Paraty/RJ.

2012. 2ª Mostra Livre de Fotografia - Galeria Patio del Liceo, Buenos Aires/Argentina.

2012. Projeto 508/horas . Espaço f/508 de Fotografia, Brasília/DF.

2012. Exercícios da Paixão . Espaço 10 Arte, Buenos Aires/Argentina.

 

2011. Entre Tantos . Centro de Arte Maria Teresa Vieira, Rio de Janeiro/RJ.

2011. FotoRio 2011: 1ª Mostra Livre de Fotografia . Praça São Salvador, Rio de Janeiro/RJ.

 

 

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OBRAS EM ACERVOS

- Fundação Cultural de João Pessoa/PB.

- Galeria Graça Landeira/Pará.

- Projecto Multiplo/São Paulo.

- Colectivo Feminino Art-Esencia/Espanha. 

 

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TEXTOS

Como tornar visível um sentimento vazio?

É por meio da ausência e do silêncio imagético que se torna visível o discurso desta obra. Uma analogia à sociedade contemporânea, a ausência do sujeito ou de uma ação evidente constitui metaforicamente na imagens sentimentos como o vazio existencial e a necessidade de preenchimento, supostamente contínuos no tempo. Como um modo de pensar o mundo, estas imagens também enfatizam a percepção de um desenfreado e constante passar dos dias, através da diferença entre as imagens que, no entanto, não alteram o conteúdo. Neste sentido da ausência de um acontecimento e da repetição das imagens, a artista suscita o vislumbrar de um discurso: dos sentimentos enfrentados pelo homem urbano contemporâneo e da presença das imagens e sua massificação no mundo atual. 

 

Philipe F. Augusto, Maio de 2014

(curador)

 

Novíssimos 2013

O caráter documental e objetivo historicamente atribuído para a fotografia é colocado de lado no trabalho de Marcelle Manacés. O nascimento do ego é composto por uma base de compensado, uma fotografia e um prego. A base é como pedestal daqueles usados por esculturas antigas. Para Marcelle, a fotografia que está em cima dele é objeto. Tão objeto quanto o prego que é colocado no centro da fotografia. A questão é observar o que ocorre no encontro entre ambos os objetos e quais ressignificações podem surgir dessa interferência mútua. 

Fernanda Lopes, Julho de 2013.

(professora na EAV do Parque Lage, curadora e jornalista)

 

Passagens: vidro, o corpo

Como repor uma experiência da fotografia de modo a evitar que ela deslize e descanse em um lugar qualquer de nosso imaginário? Como restituí-la uma carga de materialidade, em um momento de ubíqua virtualidade? Os trabalhos que integram a mostra "Passagens: vidro, o corpo" parecem dedicar atenção a tais problemas. Há qualquer esforço por aqui em eliminar das imagens o que chamaríamos de "impurezas fotográficas", digo qualquer elemento que evoque uma memória sentimental. Nesse sentido, o que motiva a artista é menos o ato fotográfico que seu signo propriamente dito. Já há alguns anos, captar uma imagem vem deixando de ser tarefa cumprida por especialistas, em nossa tão exposta sociedade de imagens. Aquilo que seria privilégio de certo corpo de profissionais das imagens, os fotógrafos, tornou-se um bem comum, de modo que pouco já nos interessa, a essa altura do evento, ter acesso aos "conteúdos de verdade" dos registros. De todo modo o trabalho aqui apresentado tem consciência de que a fotografia vale por sua velocidade, que acaba determinando inclusive seu conteúdo. Para a artista, aquilo que seria a dilatação da consciência proporcionada pelos registros fotográficos torna-se um passageiro "elemento de paisagem", resíduo visual, embotando nosso olhar. Por isso os trabalhos anseiam partir da consciência desse regime virtual que se abate sobre tal linguagem; investem no modo como se inscrevem diante dos nossos olhos, na maneira como se deixam contemplar, ferindo e sendo feridos por nossa visualidade. Eles pretendem aderir à pele do mundo, incorporando nosso ambiente, pressupondo produzir um signo que se ergue diante de nossos olhos sem necessariamente aderir à nossa realidade mundana. De todo modo há um lado ético nas imagens fotográficas que vem sendo constantemente desdenhado em nossos dias. É que em se tratando de fotografia seu sentido apresenta quase sempre uma espécie de testemunho do olhar, e enquanto tal, ele constitui uma parte do corpo de uma humanidade que se desenha sobre a imagem registrada. Esse, o circuito semântico sob o qual se produz a lógica documental e arquivística de tal linguagem. Para remontar e repor tal princípio ético contido no signo fotográfico, a artista procura compreendê-lo não como um instrumento capaz de descrever somente os sentidos de um tempo morto, inalcançável, tratando-o como um território vivo, sob o qual afirmamos e produzimos nossa presença no mundo. 

Gilton Monteiro dos Santos Jr., Maio de 2013

(historiador e crítico de arte)